Unidades de Conservação na Mata Atlântica
28/05/2010
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou neste sábado (22) que há grandes chances de que sejam criadas oito novas unidades de conservação no bioma da Mata Atlântica, no Espírito Santo e na Bahia, já no mês de junho. Ela disse que mesmo que o projeto não seja assinado pelo presidente Lula nos próximos dias, até o fim do ano as áreas de proteção devem ser criadas.
A declaração ocorreu durante o seminário sobre "Sustentabilidade e Conservação da Mata Atlântica", realizado em São Paulo. Na ocasião a ministra também defendeu a definição de novos modelos de gestão das unidades de conservação (UCs) e dos fundos que liberam recursos para elas.
Teixeira ainda fez referência ao relatório do Panorama Global da Biodiversidade da ONU, que citou o Brasil como a nação que mais implementou áreas protegidas em todo o mundo (três quartos dos 700 mil km²), entre 2003 e 2009. Todavia, ela lembrou que "nenhuma meta estabelecida pelos países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) foi cumprida".
Além disso, a ministra citou o desafio da regularização fundiária nas UCs, bem como de implementar os mecanismos de pagamento por serviços ambientais nessas áreas. Também assinou o abaixo-assinado de apoio à integridade do Parque Nacional do Itatiaia. Ainda informou que foi assinado um termo de cooperação entre o MMA e os ministérios dos Esportes e do Turismo que prevê investimentos destinados à melhoria da infra-estrutura dos parques federais localizados nos Estados que vão sediar a Copa do Mundo de 2014.
Por sua vez, a secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito, fez a exposição do Projeto de Proteção da Mata Atlântica II, que tem como metas: criar 15 mil km² de áreas protegidas, monitorar o bioma e implementar projetos de pagamentos por serviços ambientais.
Brito explicou que os recursos para o projeto são de 11,5€ milhões, sendo que 9,5€ milhões são provenientes do governo alemão e os outros 2 milhões do governo brasileiro e de entidades parceiras. Segundo ela, "o projeto já está em andamento, e deve ser executado dentro dos próximos três anos".
(Fonte: MMA)