Diretor da Aneel admite que agência precisa ser mais ágil em análise de processos de PCHs
Edvaldo Santana defende também aprofundamento de integração de usinas à rede elétricaAgência CanalEnergia, Planejamento e Expansão,
27/05/2010
Danilo Oliveira
O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica Edvaldo Santana defendeu nesta quinta-feira, 27 de maio, o aprofundamento dos estudos de integração à rede elétrica e uma maior rapidez na análise de estudos de inventário para pequenas centrais hidrelétricas. Segundo Santana, existem hoje cerca de 800 estudos de inventário e mais de mil projetos básicos de PCHs em análise na agência.
"A Aneel tem que resolver mais rapidamente suas limitações em termos de outorga. Não temos conseguido fazer as análises na quantidade que gostaríamos", contou, durante o Fórum CanalEnergia: Condições e Competitividade para o Leilão de Fontes Alternativas, realizado nesta quinta-feira, 27, no Rio de Janeiro. Ele lembrou quem em 2005, existiam para análise cerca de 80 estuos de inventário e 65 projetos básicos.
Sobre as eólicas, Santana acredita que o aumento da participação dessa fonte requer maior aprofundamento quanto à integração à rede elétrica nacional. Ele disse ainda que o Operador Nacional do Sistema Elétrico está consultando especialistas sobre essas questões, que envolvem a precaução de desligamentos.
Em sua apresentação, Santana disse ainda que deve ser aproveitado o ambiente mais favorável para contratação de fontes alternativas. Segundo ele, deve haver menos restrições nas diretrizes para essas fontes.
Santana afirmou que não deve haver grandes mudanças nas diretrizes e no sistema do leilão de reserva. Ele defendeu que o certame aconteça o quanto antes, aproveitando o momento de estabilidade regulatória e segurança jurídica dos certames. "Há credibilidade em todo o ambiente institucional".
Daniel Araújo, coordenador do GT de Energias Renováveis da Apine, afirmou que o trâmite na análise de projetos na Aneel vem atravancando o potencial da fonte. "Existe um desequilíbrio em relação à oferta de energia dessa fonte". observou.
No painel, Bernardo Bezerra, da PSR, avaliou os riscos das fontes alternativas no leilão de reserva. Sobre uma possível junção deste certame com o A-3, Bezerra avaliou que isso pode representar maiores riscos, dependendo do tratamento que será dado para garantia física. Bezerra destacou que atualmente as eólicas e usinas a biomassa não possuem penalidade por falta de garanrtia física.